ADCC 2007: TUDO SOBRE A FINAL 66 KG
“Hoje o pessoal aqui vai ver algo inédito e inimaginável: pelo ritmo forte que o moleque vem mantendo, o Leozinho hoje vai bater pela primeira vez num campeonato.” “Hoje”, no caso era domingo, dia 6 de maio, e o “moleque” era o brasiliense Rani Yahya, na frase profética sussurrada a GRACIE ......Magazine pelo professor Ataide Junior. Para um incauto com ótima audição e nenhuma intimidade com o mestre de Rani, a previsão soaria como mera ilusão de um incentivador, talvez dono de uma fé cega no aluno. Nada mais errado. Desde que o calouro Rani, de 19 anos, foi eliminado do ADCC 2003 pelo professor da Brasa, ele enfiou na cabeça que aquela categoria um dia seria dele. E a partir daí só evoluiu: “Ele está treinando com a gente em San Diego”, comentou Saulo Ribeiro. “O moleque não bate em nenhuma posição do jiu – jitsu. Bem, tem o pescoço. Mas ele também não bate!, jura.
Após pelejar com Leozinho por 50 minutos na final do ADCC 2005, Rani entrou para a luta de sua vida disposto a conseguir o que ninguém conseguira. Prometido e feito. Após imprimir um ritmo alucinante, jogando por cima por 18 minutos, o técnico e supersticioso Rani finalmente arrumou uma brecha para pôr os ganchos. Não se contentou e, restando 1m13s, apertou o pescoço de Vieira, em cena que chocou a torcida presente, arrancando até lágrimas de alguns alunos do líder da Brasa.
“Estou amarradão. A gente só joga para pegar, então quando cheguei na posição dei tudo para finalizar. A gente fica muito melhor na fita quando pega, né?”, sorria um eufórico Rani, depois de pegar o troféu. No lado oposto do pódio, abraçado à esposa e com olhar distante, Léo tentava levantar a cabeça. “Perder faz parte, o principal é entender qual foi o erro. No meu caso, faltou gana de estar aqui. Fiz um campeonato normal, enquanto ele (Rani) esteve excelente. Não sei se foi overtraining ou algo do tipo, mas faltou gana de estar aqui, fui apático. Hoje as competições não me seduzem como quando eu era mais novo. Sinto que preciso acordar minha vontade de vencer, arrumar aquela combustão final nos combates. Mas enfim, quando ele pôs os ganchos me entreguei. Aconteceu (ri resignado). Olho, conto no dedo os caras que fizeram pontos em mim, e nunca tinha batido num torneio. Mas isso só importa para o ego, o orgulho, e isso eu não tenho. O principal foi que a equipe toda viveu um momento atípico, foi ao fundo e depois ao ápice, com o Drysdale, então se abateu com minha derrota”, concluiu Leozinho.
Fonte:
- Revista Top Figth - Especial ADCC 2003 - Programa oficial do evento (Maio 2003).
- Revista Gracie Magazine - A História Ilustrada do ADCC 2007 - Nº 123 (Maio 2007).
- Revista Nocaute - Ano VI - Por Marcelo Dunlop (Fevereiro 2007.
Assessora de imprensa:
Carla Ramos imprensa@adccbrazil.com.br
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