ADCC 2007: ABSOLUTO

A barra no ADCC 2007 estava tão pesada para os oponentes de Marcelinho, que o observador não se conteve: “Vai parar ele como? Só se for com uma arma!”. A tal “arma”, porém, estava ali por perto, dentro da caixa craniana de Robert Drysdale, o americano da Brasa criado no Brasil. “A galera sempre me disse que eu tinha jogo para ganhar desses caras; faltava eu acreditar. Campeonato é cabeça, e eu sempre tratava. Esse triângulo de mão eu fazia todo dia na academia, mas nunca tinha saído numa competição.” Pensando nisso, ele percebeu que era o estrangulamento perfeito para usar contra Marcelinho e explicou porquê: “Ele tem as costas pequenininhas, e entra com a cabeça baixa. Se o meu braço entrasse, ele ficava. Quando encaixei, fiz força para ficar por cima, e aí ele bateu”. Com dores no pescoço, Garcia analisou a derrota na reta final de um fim de semana até então impecável: “Se eu errei, foi por ter mantido o que sempre faço: tentar impor o meu ritmo. Quando vi, já estava encaixado. Se não bato ali, eu dormia”. Homero Jacaré, mestre da Alliance, comentou ao apagar das luzes do ADCC 2007, a derrota do aplaudidíssimo Garcia: “Marcelinho ataca tanto que já estava buscando avançar a sua posição, quando ainda podia pensar em se defender. A rigor, a lógica era ele ter puxado logo no início, mas se ele fosse fiel à lógica ele não seria Marcelinho Garcia. Sua estratégia é uma só, finalizar”.

Se Roberto levou 2m16s para carimbar seu passaporte a superluta de 2009 cntra Roger Gracie, ele agora tem dois anos para se preparar: “No último mundial, bati rápido por Roger, mas penso nessa derrota todo dia. Aprendi muito com essa luta...”.

Fonte:

  • Revista Top Figth - Especial ADCC 2003 - Programa oficial do evento (Maio 2003).
  • Revista Gracie Magazine - A História Ilustrada do ADCC 2007 - Nº 123 (Maio 2007).
  • Revista Nocaute - Ano VI - Por Marcelo Dunlop (Fevereiro 2007.

Assessora de imprensa:
Carla Ramos imprensa@adccbrazil.com.br

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